abril 07, 2018

[VN-PT/BR] Phenomeno

sábado, abril 07, 2018 0
















Agora sim, um jogão monstro pra vocês, um incrível jogo que está realmente difícil de encontrar para download devido ao "falecimento" da OhayoScans, é uma pena que o grupo tenha sido desfeito, mas impressionante a quantidade de coisas incríveis que eles trouxeram para nós.

OBS: Ao instalar o jogo, vai abrir uma janela de uma fonte para windows, clique em instalar.
Só jogar agora, mas, lembrando, precisa usar o LOCALE EMULATOR. Só seguir os passos que o jogo ficará perfeito.
OBS²: É necessário utilizar o Locale Emulator, download aqui!

Phenomeno - Mitsurugi Yoishi wa Kowagaranai

Ano de lançamento: 2012
Ano de tradução: 2013
Tradutores: OhayoScans
Revisão: OhayoScans
RomHacking: OhayoScans
Produtora: Nitroplus
Publicadora: Nitroplus
Classificação etária: Livre
Duração: Curta (2 - 10 horas)
Gênero: #Suspense #Terror #Mistério
Tamanho: 882,90 Mb
Formato: .exe
Local de instalação: c:\SekaiVN\"Nome da VN"

Sinopse:

O jovem estudante Yamada, um admirador por histórias de terror e mistério, acaba de se mudar do interior para Tokyo para fazer sua faculdade. Em sua procura por um lugar barato para morar, acabou achando uma grande casa de madeira numa região bem afastada, por metade do preço das “gaiolas de rato” que seus colegas pagavam. Além disso, a casa vinha com uma incrível história passada oralmente, de que aquela casa realizava os desejos dos seus habitantes. Yamada pensou, “Como recusar uma oportunidade dessas?”. Porém, ele logo descobrirá que esta não foi uma boa escolha.

Download:















Preview






[BÁSICO] Locale Emulator V2.4.0.0

sábado, abril 07, 2018 0
















Boa tarde pessoas!

Demorei uns dias, mas tudo bem, já voltei, estou bastante atarefado com o "finales" da faculdade, mas enfim, trazendo algo bem interessante e útil para todos que jogam visual novel, um emulador de região... Eu usava um outro emulador, mas é muito inferior a esse, esse é muito mais prático e eficiente.
Enfim, bom download.

Locale Emulator - Emulador de Região


Criador: Xupefei
Versão: 2.4.0.0

Alguns jogos exigem localização japonesa (Love Love H Maid, Phenomeno...), esse software emula a localização do seu computador.

⚠️Como instalar?
✅Baixe o arquivo, está em .rar, descompacte-o e execute o arquivo LEInstaler, clique então em "Install for current user", e então em "ok". Feito isso, reinicie o seu computador e pronto, já está pronto para uso.

Download:
















⚠️Como usar?
✅Clique com o botão direito em cima do jogo que deseja iniciar, vá até "Locale Emulator" e então clique em "Run in Japanese".




[História] Sempre em frente pt. 06

sábado, abril 07, 2018 0

















Bom, antes de encerrar isso, eu agradeço muito ao Out, da ZeroForce por nos contar uma história tão completa e rica em detalhes como essa, é um conhecimento muito grande sobre o assunto, e fico extremamente feliz em poder aprender e compartilhar com todos.
Aproveito também, e peço desculpas ao Out, pois estou compartilhando seu trabalho sem nem ao menos pedir permissão, mas, estou dando totais créditos a ele (Out, me perdoe!).
Sem mais!


"Bom, nossa série de posts de “Um pouco sobre Visual Novels” acabou, mas como presente, eu vou postar títulos recentes e populares das grandes empresas de VN, bem como os que estão por vir e que são bem promissores (em ordem alfabética de empresas ainda!).
Lembrando que, em sua grande maioria, esses títulos tiveram sucesso tremendo no Japão, pelo seus respectivos e variados motivos, mas que infelizmente, seria muito trabalhoso para explicitar o tamanho sucesso de cada título. Uma coisa é certa: qualquer uma dessas VNs têm os mais altos padrões de qualidade atual, então, pegue qual você tiver vontade, você não se arrependerá.

*** 07th Expansion:

- Umineko no Naku Koro ni
- Higanbana no Saku Yoru ni
-* Rose Guns Days

***5pb.
- 11eyes: Tsumi to Batsu to Aganai no Shoujo
- Corpse Party

** Aksys

- Zero Escape: Virtue’s Last Reward (tradução em inglês prevista para esse ano)

*** Circus

- Valkyrie Complex
- Fortissimo//Akkord: Bsusvier

***Key

- Little Busters!
- Kud Wafter
- Rewrite
-* Angel Beats (sem previsão de lançamento)

***KeroQ

-Tsui no Sora
- Subarashiki Hibi ~Furenzoku Sonzai~

***Leaf

- Tenshi no Inai 12-gatsu
-* Tears to Tiara 2 (sem previsão de lançamento)
-* Utawarerumono 2(sem previsão de lançamento)

***Makura

- Ikinari Anata ni Koishiteiru

***Minori

- Ef – A Fairy Tale of the Two
- Eden – They Were Only Two, On the Planet

***Navel

- Soul Link
- Ore Tachi ni Tsubasa wa Nai

***Nitroplus

- SoniComi
- Steins;Gate
- Robotics;Notes (parceria com 5pb.)

***Overdrive

- Deardrops
- Dengeki Stryker
- Go! Go! Nippon! ~My First Trip to Japan~
-* Chou Dengeki Stryker

** Overflow

- Summer Days
- Cross Days
- Shiny Days

***Type-Moon

-  Mahoutsukai no Yoru

E fico por aqui!"

Créditos totais à: Out. ZeroForce Central. [2012]

[História] O mundo já conhece pt. 05

sábado, abril 07, 2018 0
















"Nossa, quinta entrada de posts sobre VNs? Meu Deus, agora que percebo que estou levando muito à sério o assunto....

De qualquer forma, uma rápidíssima revisão. No último post, vimos mais títulos famosos, a origem e um pouco de história de mais empresas famosas como Type-Moon e Nitro+ e seus primeiros grandes sucessos.

Agora, vamos tocando a bola. Como você deve ter percebido, os anos 2000 tiveram muitos títulos bons, e vai ter mais ainda daqui pra frente, tanto das empresas que já construíram sua reputação com bons jogos, quanto outras empresas que serão formadas ou sairão do escuro nesse período.

Títulos famosos de empresas não tão famosas até agora, em 2003, foram Muv-Luv (da Age, que ficou bem conhecida por este jogo e por Kimi ga Nozomu Eien, lançado dois anos antes), True Remembrance (de Shiba Satomi. Sim, ele sozinho), Shiawase no Katachi (da Angel Smile), Cross Channel (da Flying Shine, que por si só vai dar uma excelente reputação para a empresa) e Eien no Aselia (da Xuse). Das empresas já conhecidas, Zanmatasei Demonbane e Saya no Uta (Nitro+. Sublinhe Saya no Uta, porque esse jogo sozinho alavancou traduções para 8 idiomas diferentes, fora o japonês, de tanto impacto que teve, considerado o melhor título da Nitro+ já lançado, desconsiderando parcerias), Sagara-sanchi no Etsuraku Life (Zyx), Yukizakura (Digital Object, também conhecida como D.O.) e a visual novel mais conhecida do mundo, onde falarei em um parágrafo separado.

CURIOSIDADE: Sim, Fate/Stay Night não seria o jogo que é sem uma historinha de fundo. Lembra dos fundadores da Type-Moon, Nasu e Takashi? Pois bem, olha que estranho. Fate/Stay Night era para ser uma novel de Nasu ao invés de uma VN, nos tempos de faculdade dele, antes de fundar a Type-Moon com seu melhor amigo. Se você conhece bem a história da série, Nasu tinha escrito apenas a história de Shirou, e a servante dele, Saber, na verdade era um homem, além de que o personagem principal era para ser uma menina.

Bem, após fundar a empresa e ver o sucesso que Tsukihime gerou, Type-Moon se transformou de empresa doujin para empresa comercial e teve como título inaugural Fate/Stay Night. O sucesso não pôde ser maior: o jogo simplesmente foi o mais vendido no ano que lançou, 2004 (durante o ano inteiro, vencendo até empresas dominantes no ramo, como a Key), e gerou talvez o maior sucesso de uma VN até hoje. Não, não estou exagerando. Aliás, Fate/Stay Night foi o ponto de partida para traduções de visual novels comerciais para inglês, o que antes era apenas feito esporadicamente por alguns fangroups corajosos o suficiente para arriscar (uma vez que suas traduções não visavam lucro. Claro, até hoje, vários grupos de tradução não são comerciais, mas o título que por si só deixou VNs conhecidas no mundo inteiro, incentivando também as traduções comerciais, foi, inegavelmente, Fate/Stay Night)

Acho que isso já é o suficiente para dizer que esse joguinho por si foi peça-chave para o conhecimento de jogos do gênero para o resto do mundo. Claro, teve a sua merecida repercussão, ganhando sequências, spin-offs, side-stories, vários animes, mangás em várias línguas, novels, doujins feito por fãs e grupos e mais uma porrada de merchandising, dos pingentes para celular até cosplays inteiros.

Bem, digamos que após este joguinho, novas boas empresas começaram a surgir, como a Navel (produtora de Shuffle!, particularmente uma das minhas primeiras VNs que joguei), Stage nana (franquia Nascissu) e Gust (série Ar Tonelico), e outras empresas que vão “sair da moita” por causa de suas franquias, como a Overflow (série School Days, novamente, uma das minhas primeiras VNs, e muito boa, além de ser inteiramente animada), F&C (série Canvas, que ficou mais conhecida com o seu segundo título, Akane iro no Palette) e Akabei Soft (A Profile, título que vai fazer a empresa “evoluir”, para Akabei Soft2, e produzirá Sharin no Kuni e G-Senjou no Maou, VNs muito bem recebidas e exemplos de VN), mas no geral mesmo, o ouro das VNs mais famosas serão de empresas famosas como Key (Clannad e Planetarian), Leaf (Tears to Tiara), KID (Remember 11, dos mesmos criadores de Ever 17), FlyingShine (Swan Song) e Nitro+ (Hanachirasu), além, claro, de sequências das franquias citadas nos posts anteriores.

Jogos notáveis nessa época de empresas pouco conhecidas foram Symphonic Rain (Kuroneko-san Team), Quartett! (Littlewitch), Hinatabokko (Tarte), Brass Restoration (Twincle Drop) e Yume Miru Kusuri (Ruf, que agora está inativa, mas que deixou sua marca na história com esse jogo).

E é aí que o cenário de Visual Novels chega no cenário atual. Foi marcado pela acessibilidade dos jogos no ocidente, tanto por sites de importação (J-List) quanto por empresas que irão fazer a localização de alguns jogos para os Estados Unidos (como a Manga Gamer, Jast USA e a XSEED), além de tantos outros grupos de tradução compostos por fãs, incluindo aqui no Brasil.

Claro, entre 2005~2006 até 2012, parece ser muito tempo, mas na verdade não é. O que quero dizer é que será nessa época que será lançado o PSP, portátil da Sony que, devido à sua facilidade de programação (ainda mais fácil que o PS2) e à pouca necessidade de espaço para seus jogos (1 UMD de PSP cabe cerca de 1,8GB, mais do que suficiente para colocar uma boa e longa VN, com vozes e tudo o que têm direito, também graças ao formato que o PSP trabalha, onde pode-se armazenar imagens e sons mais compactos que nos formatos tradicionais para computador), o que o tornará um ponto central para vários ports de visual novels e séries próprias até hoje (ou pelo menos até o PSVita ficar com popularidade igual ou maior que o PSP).

Claro, além dos próximos sucessos de VNs das empresas famosas, daí até os dias de hoje, vários jogos excelentes foram lançados por outras empresas, como Wanko to Kurasou (Ivory), Princess Waltz (Pulltop), Sono Hanabira ni Kuchizuke wo (Fuguriya. Também gerou uma franquia consideravelmente famosa), Sengoku Rance (Alice Soft), Kara no Shoujo, Koihime Musou (BaseSon) e tantas outras.

Por aí, surgiram empresas de sucesso incríveis como Overdrive (Edelweiss e Kira*Kira, que só por esses dois títulos, consagraram a empresa como um exemplo de empresa do ramo) e Makura (H2O – Footprints in the Sand, empresa “irmã” da KeroQ), que rapidamente ganharam boa reputação com seus lançamentos.

E agora, um pouco de história. Lembra da Kid, produtora de Ever17 e da franquia Memories Off? Pois bem, mesmo possuindo duas franquias poderosas e ter colaborado com um port para PS2 de Cross Channel, a qualidade de seus futuros lançamentos (com exceção da série infinity) decaíram drasticamente. Nada adianta produzir mais de 50 títulos (não, nem estou exagerando), sendo que apenas alguns poucos geram atenção suficiente dos consumidores para comprá-los. Isso fez o que a empresa falisse em 2006, e que então, teve sua propriedade intelectual (patentes de seus jogos) comprada pela CyberFront, que passou a desenvolver alguns jogos desconhecidos e a publicar ports de outros títulos famosos, como ports para PSP de Cross Channel, Kana: Little Sister e Deardrops (Overdrive). Felizmente ou não, parte da equipe de desenvolvedores da KID se juntaram com outros integrantes da Tonkin House (série Dragon Slayer) e Scitron (franquia The King of Fighters) e fundaram a 5pb, que ainda publica alguns títulos da série Memories Off.

Numa jogada surpreendente, a 5pb se uniu a um projeto da Nitro+ e criou um dos jogos mais bem-feitos e originais da atualidade, que também influenciou uma pá de visual novels recentes: Chaos;Head.

A história em si foi baseada nos moldes de Higurashi, da 07th Expansion, onde o foco do jogo é deixar o jogador sempre com medo e desconfiando de tudo, claro, com uma trilha sonora e roteiro exemplares para o mesmo. Além disso, uma estrutura única do jogo, chamado de “Delusional Trigger”, que é um tipo de “escolha opcional” no jogo, que vai mudar o estilo das desilusões que o personagem principal irá enfrentar na próxima cena, após algumas linhas de texto. Você tem duas opções de escolha, mas se não selecionar nenhuma delas, uma terceira cena dá continuidade à história. Essa estrutura de jogo será, mais tarde, incorporada com algumas variações em outros jogos dali para frente, tanto da própria empresa (como Steins;Gate) quanto de empresas concorrentes.

Nem preciso dizer também que o sucesso foi tremendo, gerando animes, mangás (sendo publicados até hoje), drama cds e shows de rádio pela internet, e também, considerado um dos melhores exemplos de VN do gênero atuais. Se eu falar que a 5pb ficou famosa “no vácuo” da Nitro+, fãs irão me bater muito, mas de todo jeito, ambas as empresas tiveram suas reputações multiplicadas depois deste jogo.

Bom, a partir daí, lançaram-se algumas VNs boas também, de empresas não tão famosas quanto as mencionadas aqui. Alguns desses títulos são Katawa Shoujo (Four Leaf Studios), Baldr Sky Dive (Giga), Hoshizora no Memoria (Favorite), Maji de Watashi ni Koishinasai! (Minato Soft) e My Girlfriend is the President (Alcot). Poucas empresas notórias surgiram no final dos anos 2000, em especial, apenas a Aksys Games (série Blazblue, Record of the Agarest War, 999: Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors, e mais recentemente, publicando Fate/Extra).

E com isso fechamos os anos 2000 e vamos para 2010 até os dias atuais, que é pouca coisa.

Infelizmente, o começo da nova década não foi muito boa para VNs, pois ou os títulos tentavam copiar miseravelmente a fórmula das VNs famosas e de sucesso, ou então os títulos de maior sucesso eram apenas continuações/spin-offs/side-stories de títulos já famosos, ou simplesmente não conseguiram a atenção que mereçem. O cenário que só se reverteu em 2011 para as pequenas empresas com alguns títulos como Monmusu Quest! (Torotoro Resistance), Kamidori Alchemy Meister (Eushully, que teve uma recente tradução para o inglês) e Aiyoku no Eustia (August).

E finalmente, chegamos até os dias de hoje, encerrando nossa série de posts. Mas, para fechar com chave de ouro mesmo, vou passar uma lista dos jogos mais recentes, não mencionados em posts anteriores e nem aqui, de jogos bons à excelentes de empresas fodas (não incluindo coninuações de franquias, apenas títulos novos), para você acompanhar se já jogou ou não, além dos jogos que estão por vir no futuro próximo!

Até lá!"

Créditos totais à: Out. ZeroForce Central. [2012]

[História] Surgimento de lendas pt. 04

sábado, abril 07, 2018 0
















"É isso aí pessoal, mais uma parte da minha primeira série de posts

Recapitulando, vimos que o final dos anos 90 tiveram várias grandes visual novels, bem maiores e mais complexas que as anteriores, e além disso,  falamos sobre o surgimento da Key e de sua primeira obra-prima, Kanon, aclamado por muitos a melhor VN da década e padrão para VNs futuras.

Bem, vamos lá. As VNs dos anos 2000, em sua maioria, seguiram ritmo dos títulos que tiveram destaque da segunda metade da década de 90.  Via de regra, as VNs que se baseam em histórias de romance seguiam o mesmo estilo de One, Tokimeki Memorial e Kanon, VNs que se baseavam mais em conteúdo erótico se baseavam em X Change e True Love, e VNs que se baseavam em histórias mais dramáticas se baseavam em Critical Point e Moon..

Claro, como nessa época vai surgir o PS2, as mídias em DVD, mesmo no começo sendo relativamente caras, proporcianavam bem mais espaço do que o CD, podendo fazer jogos em resoluções maiores e ainda mais complexos nos quesitos gráficos e sonoro. Como o Play2 vai receber muito mais popularidade no Japão do que os concorrentes Gamecube e Xbox, a produção de VNs serão focadas mais no PC e Play2, devido a suas facilidades de programação e maior popularidade. Esse cenário só mudará na segunda metade dos anos 2000, assunto do próximo post.

Grandes visual novels do ano 2000 foram Never 7 – the end of infinity, Bible Black (extenso repertório ecchi e mais de 10 endings possíveis) e Air (da Key, que permaneceu no ranking entre as VNs mais vendidas no Japão por um bom tempo), e um joguinho sem-vergonha, no sentido de que simplesmente “surgiu” no cenário de VNs, sem nenhuma história emocionante como o da Key: Tsukihime, da produtora Type-Moon.

Sério mesmo, a Type-Moon surgiu do nada absoluto, e logo o seu primeiro título foi um sucesso arrasador. O máximo que consegui descobrir é que Type-Moon foi fundada por Takashi Takeuchi e Kinoko Nasu. Nasu era escritor e tinha escrito alguns livros, como Angel Notes e Koori no Hana (Flores de Gelo, em português), e como livro mais famoso, Kara no Kyoukai (do japonês, Limites do Vazio, mas quando o título foi “importado” para inglês ficou como “Garden of Sinners”, ou Jardim dos Pecadores. Nas próximas partes, estarei falando mais do nonsense entre títulos em japonês e como eles são traduzidos em versões americanas). Takashi, por sua vez, nunca publicou nada antes, mas era um exímio desenhista, e grande amigo de Nasu. Um belo dia, ambos decidiram se juntar e formar uma empresa doujin (que são empresas independentes, geralmente pequenas, que fazem jogos mais por diversão mesmo. É parecido com empresas Indie agora, mas sem visar lucro com os jogos) e pronto, fundou-se a Type-Moon. Simples assim.

Entretanto, seu primeiro jogo, como digitei a pouco, foi um sucesso instantâneo, gerando milhares de fãs na hora, e que hoje conta com um fandom (comunidade feita por fãs para aprofundar sobre determinado tópico, dar sugestões, especulações, promover trabalhos da empresa, enfim) de milhões de pessoas por todo o planeta. Tsukihime ficou extremamente famosa devido aos belos traços das personagens e a história expansível do jogo, mas que ao mesmo tempo é de fácil entendimento, muito envolvente e longa também. O jogo teve uma enorme recepção, uma das maiores vistas em todas as VNs antes dela, gerando futuramente séries de anime, mangás, toneladas de produtos relacionados à série, e atualmente, um remake promissor da VN sendo feita pela Type-Moon, porém sem data de previsão para lançamento até agora.

Avançando um pouco mais nos anos, visual novels de grande destaque foram Brave Soul (Crowd, novamente, com um grande RPG, tanto na estrutura quanto na duração), Kagetsu Touya (da Type-Moon, tratado como um “after story” do final bom de Tsukihime), Crescendo: Eien Dato Omotte Ita Ano Koro (da Digital Object, mesma produtora de Kana: Little Sister, notável por não usar trilha sonora própria, mas sim, em sua maioria, peças de Yoshio Tsuru e Scott Joplin), Gyakuten Saiban (da Capcom. É a franquia Phoenix Wright, em inglês, respeitada pela sua originalidade e humor único), Kazoku Keikaku (contando com cenários do mesmo autor de Kana: Little Sister, e dos mesmos publicadores de Kanon), Natsu no Hi no Resonance, Ever 17 – The Out of Infinity (esse mereçe um post praticamente só pra esse jogo), Galaxy Angel e Melty Blood (jogo de luta com elementos de visual novel desenvolvido pela Type-Moon)

Calma. Respire fundo agora, porque ainda temos muito chão para cobrir. Eu não me esqueci de outras VNs super famosas, mas quero dar um plano de fundo antes de introduzí-las:

Vamos começar pela empresa Circus. Apesar de sua história ser desconhecida, ela foi fundada em 2000, que, em apenas um ano, lançou três visual novels: Aries, Yaminabe Aries e Infantaria, entretanto, nenhum obteve notáveis níveis de vendas. Em 2001, Circus lançou seu primeiro “hit” de vendas, Suika, produzida pelo próprio presidente da Circus e com a ajuda de seus empregados. A história de Suika basicamente conta 4 histórias diferentes com 3 personagens, em uma mesma cidade, que mais tarde se desenvolve em histórias de amor entre o personagem principal de cada capítulo com as heroínas que ele se relaciona. O próximo lançamento da Circus foi Archimedes no Wasurerumono, que basicamente era um fandisc continha omakes (conteúdo extra) dos títulos anteriores da Circus e uma prévia (não é demo, é prévia mesmo) do que viria a ser o próximo jogo deles, Da Capo.

Agora vamos falar só de Da Capo, porque Da Capo é foda, mas isso não é opinião minha, mas de milhões de pessoas no mundo inteiro. Bem, Da Capo foi “mais uma” visual novel da Circus, feita basicamente pelo mesmo time que fez Suika, no maior estilo “Ei, se fizemos um jogo bom como Suika, vamos nos reunir de novo e fazer outro jogo foda!”. Claro, não foi exatamente assim que foi a idéia para Da Capo, mas de qualquer forma, as mesmas pessoas que fizeram Suika fizeram Da Capo, e o jogo, que utiliza toques sutis de magia e mistério com a história de um adolescente no ensino médio na Ilha Hatsune, foi um sucesso tremendo, mas tremendo mesmo, a ponto de se tornar um clássico em visual novels na hora.

Fora isso, Da Capo virou uma franquia que, além de duas sequências diretas e inúmeros ports, spin-offs, fandiscs, side-stories e tantos outros jogos aleatórios à série que nem caberia aqui, ganhou 4 séries de anime (2 para o primeiro jogo e 2 para Da Capo II, além dos OVAs), 21 novels (livros, com ou sem desenhos no meio do livro), 11 drama CDs, 5 volumes de mangá, 138 programas de rádio (radio shows), e mais uma renca de CDs de trilha sonora. Ah, e como se não bastasse, a Circus anunciou neste ano que vai relançar Da Capo original em Blu-Ray. Ufa...e tudo isso sem contar o merchandising associado à franquia.

Agora, a empresa Minori. Talvez uma das empresas de VN mais fdp do universo dos translators de VN, surgiu em 2001, e seus primeiros jogos foram Bittersweet Fools e Wind – A Breath of Heart, sendo o último bem recebido no Japão, o suficiente para gerar uma série de anime e 4 OVAs. Até aí, beleza, uma empresa como outra qualquer, que conseguiu um título de sucesso razoável....mas por que tão odiada? Isso, meu(minha) caro(a), é assunto para outro dia.

Lembra da Leaf? Citamos alguns jogos dela nas ultimas duas postagens, mais nem toquei nos detalhes mais importantes. Lembra da Tactics, a empresa que pouco depois se tornou a Key? Então, Leaf é a principal concorrente dos membros da Key, mesmo tendo surgido 2 anos antes da Tactics. Com o lançamento de Kanon e Air, a Leaf ficou enfurecida por ter sido fundada antes e estar tendo níveis de venda piores que os títulos da Key (pra se ter uma idéia, Leaf lançou 6 jogos desde ToHeart, e mesmo assim, nenhum título teve recepção agradável no mercado), e assim, eles precisavam fazer um jogo para alavancar suas vendas. Foi com esse pensamento que eles lançaram Utawarerumono, um jogo que misturava RPG com visual novel, no maior estilo Final Fantasy Tactics, mas com mais ênfase nos elementos de VN, mas que em todo caso, dava mais liberdade e opções ao jogador, ficando nos rankings dentre os jogos mais vendidos por meses.

A Nitroplus (ou Nitro+) surgiu em 2000 e já estreou no mercado de VN bem com o jogo Phantom of Inferno, por conter uma história bem misteriosa e dramática com um tom bem realista, contendo muitas imagens únicas, ao invés de figuras de personagens que se reciclam rapidamente. Nitroplus, aproveitando o gás, lançou mais um jogo, com pouco sucesso, mas que depois se redimiu com Kikokugai – The Cyber Slayer, nos mesmos moldes de Phantom of Inferno, mas mais futurista e com foco maior sobre Kung Fu.
A última empresa que falarei agora é a 07th Expansion. Mesmo até hoje ela só tendo lançado 3 franquias, a 07th Expansion começou extremamente bem o seu trabalho. Ela se formou como uma empresa doujin em 2002 e contava com incríveis 3 membros (um morto já), mas que mesmo assim, fizeram igual Type-Moon: lançaram um jogo incrivelmente foda e que explodiu no mercado: Higurashi no Naku Koro Ni (ou no inglês, “Higurashi When They Cry”), uma VN de suspense e mistério extremo que “bota os marmanjos pra tremer na base”, de tão densa e tensa que era a história em si, consolidando o título, que alcançou níveis tão altos de vendas quanto Tsukihime, como um clássico e exemplo de VN do gênero, gerando 2 temporadas de anime, uma série de mangá com 38 volumes (publicados pela Square Enix), uma light novel de 4 volumes, uma novel de 17 volumes e 9 OVAs

CURIOSIDADE: Higurashi no Naku Koro Ni possui um live-action (filme baseado em algum jogo/anime, interpretado por pessoas reais) de 2009 também, baseado no primeiro arco do anime (Onikakushi-hen). É interessante de se assistir.
Nossa, quebrei meu recorde em escrever...espero que não tenha ficado muito cansativo para vocês lerem, e assim, a parte 4 da série de posts fica por aqui. Pelo menos o pior já passou...
Na parte 5, falaremos de mais títulos de VNs a partir de 2003, mais títulos famosos e extremamente famosos, e algumas empresas notáveis que surgirão nesses anos. Se sobrar espaço, chegaremos na época “foda” de VNs, e vocês saberão porquê.

Até lá!"

Créditos totais à: Out. ZeroForce Central. [2012]

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